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Este blog é dedicado às crianças e adultos que gostam de ler e sonhar.


Criar_Agora_o_Meu
Simplesmente ler.Ler muito.Ler “quase” tudo.Ler imagens, paisagens, viagens.Ler verdades e mentiras.Ler para obter informações, inquietações, dor e prazer.Ler o ilegível, o impensável, as entrelinhas. Ler simplesmente ler.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Cinderela


Era uma vez um homem cuja primeira esposa tinha morrido, e que tinha casado novamente com uma mulher muito arrogante. 





Ela tinha duas filhas que se pareciam em tudo com ela.




O homem tinha uma filha de seu primeiro casamento. 



Era uma moça meiga e bondosa, muito parecida com a mãe.


A nova esposa mandava a jovem fazer os serviços mais sujos da
casa e dormir no sótão, enquanto as “irmãs” dormiam em quartos com chão encerado.




 
Quando o serviço da casa estava terminado, a pobre moça sentava-se junto à lareira, e sua roupa ficava suja de cinzas.  Por esse motivo, as malvadas irmãs zombavam dela.

Embora Cinderela tivesse que vestir roupas velhas, era ainda cem vezes mais bonita que as irmãs, com seus vestidos esplêndidos.


O rei mandou organizar um baile para que seu filho escolhesse uma
jovem para se casar, e mandou convites para todas as pessoas importantes do reino.



As duas irmãs ficaram contentes e só pensavam na festa. Cinderela ajudava. Ela até lhes deu os melhores conselhos que podia e se ofereceu para arrumá-las para o evento.

As irmãs zombavam de Cinderela, e diziam que ela nunca poderia ir
ao baile.


Finalmente o grande dia chegou.
A pobre Cinderela viu a madrasta e as irmãs saírem numa carruagem em direção ao palácio, em seguida sentou-se perto da lareira e começou a chorar.

Apareceu diante dela uma fada, que disse ser sua fada madrinha, e
ao ver Cinderela chorando, perguntou:
 “Você gostaria de ir ao baile, não é?” “Sim”, suspirou Cinderela.


“Bem, eu posso fazer com que você vá ao baile”, disse a fada madrinha.

Ela deu umas instruções esquisitas à moça:
 “Vá ao jardim e traga-me uma abóbora.”
 Cinderela trouxe e a fada madrinha esvaziou a abóbora até ficar só a casca. 
Tocou-a com a varinha mágica e a abóbora se transformou numa linda carruagem dourada!

Em seguida a fada madrinha transformou seis camundongos  em cavalos lindos, tocando-os com sua varinha mágica. 
Escolheu também uma rato que tivesse o bigode mais fino para ser o cocheiro  mais bonito do mundo.



 Então ela disse a Cinderela, 
“Olhe atrás do regador. Você encontrará seis lagartos ali. Traga-os aqui.”Cinderela nem bem acabou de trazê-los e a fada madrinha
transformou-os em lacaios.




 Eles subiram atrás da carruagem, com seus uniformes de gala, e ficaram ali como se nunca tivessem feito outra coisa na vida.



Quanto a Cinderela, bastou um toque da varinha mágica para transformar os farrapos que usava num vestido de ouro e prata, bordado com pedras preciosas.


 Finalmente, a fada madrinha lhe deu um par de sapatinhos de cristal.



Toda arrumada, Cinderela entrou na carruagem. 
A fada madrinha avisou que deveria estar de volta à meia-noite, pois o encanto terminaria ao bater do último toque da meia-noite.



O filho do rei pensou que Cinderela fosse uma princesa desconhecida e apressou-se a ir dar-lhe as boas vindas.

Ajudou-a a descer da carruagem e levou-a ao salão de baile. 
Todos pararam e ficaram admirando aquela moça que acabara de chegar.

O príncipe estava encantado, e dançou todas as músicas com Cinderela.


Ela estava tão absorvida com ele, que se esqueceu completamente do aviso da fada madrinha.
Então, o relógio do palácio começou a bater doze horas.
A moça se lembrou do aviso da fada e, num salto, pôs-se de pé e correu para o jardim.

O príncipe foi atrás mas não conseguiu alcançá-la. No entanto, na pressa ela deixou cair um dos seus elegantes sapatinhos de
cristal.
Cinderela chegou em casa exausta, sem carruagem ou os lacaios e
vestindo sua roupa velha e rasgada.


Nada tinha restado do seu esplendor, a não ser o outro sapatinho de Cristal.




Mais tarde, quando as irmãs chegaram em casa, Cinderela
perguntou-lhes se tinham se divertido. 

As irmãs, que não tinham percebido que a princesa desconhecida era Cinderela, contaram tudo sobre a festa, e como o príncipe pegara o sapatinho que tinha caído e passou o resto da noite olhando fixamente para ele, definitivamente apaixonado pela linda desconhecida.

As irmãs tinham contado a verdade, pois alguns dias depois o
filho do rei anunciou publicamente que se casaria com a moça em
cujo pé o sapatinho servisse perfeitamente.




Embora todas as princesas, duquesas e todo resto das damas da corte tivessem experimentado o sapatinho, ele não serviu em
nenhuma delas.



Um mensageiro chegou à casa de Cinderela trazendo o sapatinho.
Ele deveria calçá-lo em todas as moças da casa. As duas tentaram
de todas as formas calçá-lo, em vão. 




Então, Cinderela sorriu e disse, “Eu gostaria de experimentar o sapatinho para ver se me serve!”



As irmãs riram e caçoaram dela, mas o mensageiro tinha recebido ordens para deixar todas as moças do reino experimentarem o sapatinho.



 Então, fez Cinderela sentar-se e, para surpresa de todos, o sapatinho serviu-lhe perfeitamente!



As duas irmãs ficaram espantadas, mas ainda mais espantadas quando Cinderela tirou o outro sapatinho de cristal do bolso e calçou no outro pé.


Nesse momento, surgiu a fada madrinha, que tocou a roupa de Cinderela com a varinha mágica. Imediatamente os farrapos se transformaram num vestido ainda mais bonito do que aquele que havia usado antes. 



A madrasta e suas filhas reconheceram a linda “princesa” do baile, e caíram de joelhos implorando seu perdão, por todo sofrimento que lhe tinham causado.



Cinderela abraçou-as e disse-lhes que perdoava de todo o coração.


Em seguida, no seu vestido esplêndido, ela foi levada à presença
do príncipe, que aguardava ansioso sua amada.




Alguns dias mais tarde, casaram-se e viveram felizes para sempre


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Chapeuzinho Vermelho



C H AP E U Z I N H O  V E R M E L H O

 Era uma vez uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho, que tinha esse apelido pois desde pequenina gostava de usar chapéus e capas desta cor.

Um dia, sua mãe pediu:

- Querida, sua avó está doente, por isso preparei aqueles doces, biscoitos, pãezinhos e frutas que estão na cestinha. 



Você poderia levar à casa dela?

- Claro, mamãe. A casa da vovó é bem pertinho!

- Mas, tome muito cuidado. Não converse com estranhos,não diga para onde vai, nem pare para nada. Vá pela estrada do rio, pois ouvi dizer que tem um lobomuito mau na estrada da floresta, devorando quem passa por lá. 
- Está bem, mamãe, vou pela estrada do rio, e faço tudo direitinho!
E assim foi. Ou quase, pois a menina foi juntando flores no cesto para a vovó, e se distraiu com as borboletas, saindo do caminho do rio, sem perceber.
Cantando e juntando flores, 
Chapeuzinho Vermelho nem reparou como o lobo estava perto...
 
 


Ela nunca tinha visto um lobo antes, menos ainda um lobo mau.
Levou um susto quando ouviu:
- Onde vai, linda menina?

 - Vou à casa da vovó, 
que mora na primeira casa bem depois da curva do rio. E você, quem é?
O lobo respondeu:

- Sou um anjo da floresta, e estou aqui para preteger criancinhas como você.
- Ah! Que bom! Minha mãe disse para não conversar com estranhos, e também disse que tem um lobo mau andando por aqui.
- Que nada
- respondeu o lobo - pode seguir tranquila, que vou na frente retirando todo perigo que houver no caminho. Sempre ajuda conversar com o anjo da floresta.
- Muito obrigada, seu anjo. 
Assim, mamãe nem precisa saber que errei o caminho, sem querer.
E o lobo respondeu:
- Este será nosso segredo para sempre...
E saiu correndo na frente, rindo e pensando:


(Aquela idiota não sabe de nada: vou jantar a 
vovozinha dela e ter a netinha de sobremesa ... Uhmmm! Que delícia!)




Chegando à casa da vovó, Chapeuzinho bateu na porta:

- Vovó, sou eu, Chapeuzinho Vermelho!
- Pode entrar, minha netinha. Puxe o trinco, que a porta abre.
A menina pensou que a avó estivesse muito doente mesmo, para nem se levantar e abrir a porta. 
E falando com aquela voz tão estranha...
Chegou até a cama e viu que a vovó estava mesmo muito doente. 



Se não fosse a touquinha da vovó, os óculos da vovó, a colcha e a cama da vovó, ela pensaria que nem era a avó dela.

- Eu trouxe estas flores e os docinhos que a mamãe preparou. 
Quero que fique boa logo, vovó, e volte a ter sua voz de sempre.
- Obridada, minha netinha (disse o lobo, disfarçando a voz de trovão).
Chapeuzinho não se conteve de curiosidade, e perguntou:
- Vovó, a senhora está tão diferente: por que esses olhos tão grandes?
- É prá te olhar melhor, minha netinha.
- Mas, vovó, por que esse nariz tão grande?
- É prá te cheirar melhor, minha netinha.
- Mas, vovó, por que essas mãos tão grandes?
- São para te acariciar melhor, minha netinha.
(A essa altura, o lobo já estava achando a brincadeira sem graça, querendo comer logo sua sobremesa. Aquela menina não parava de perguntar...)
- Mas, vovó, por que essa boca tão grande?
- Quer mesmo saber? É prá te comer!!!!



- Uai! Socorro! É o lobo!

A menina saiu correndo e gritando, com o lobo correndo bem atrás dela, pertinho, quase conseguindo pegar.





Por sorte, um grupo de caçadores ia passando por ali bem na hora,  e seus gritos chamaram sua atenção.
Ouviu-se um tiro, e o lobo caiu no chão, a um palmo da menina.
Todos já iam comemorar, quando Chapeuzinho falou:
- Acho que o lobo devorou minha avozinha.
- Não se desespere, pequenina. Alguns lobos desta espécie engolem seu jantar inteirinho, sem ao menos mastigar. Acho que estou vendo movimento em sua barriga, vamos ver...Com um enorme facão, o caçador abriu a barriga do lobo de cima abaixo, e de lá tirou a vovó inteirinha, vivinha.


- Viva! Vovó!

E todos comemoraram a liberdade conquistada,
até mesmo a vovó, que já não se lembrava mais de estar doente, caiu na farra."O lobo mau já morreu!" 


Agora tudo tem festa: posso caçar borboletas, posso brincar na floresta."





quinta-feira, 11 de julho de 2013

Branca de Neve

 
BRANCA DE NEVE






Há muito tempo, num reino distante, viviam um rei, uma rainha e sua filhinha, a princesa Branca de Neve. 
Sua pele era branca como a neve, os lábios vermelhos como o sangue e os cabelos pretos como o ébano.

Um dia, a rainha ficou muito doente e morreu. O rei sentindo-se muito sozinho, casou-se novamente.
O que ninguém sabia é que a nova rainha era uma feiticeira
cruel, invejosa e muito vaidosa. 

Ela possuía um espelho mágico, para o qual perguntava todos os dias:
— Espelho, espelho meu! Há no mundo alguém mais bela
do que eu?
— És a mais bela de todas as mulheres, minha rainha!
— respondia ele.

Branca de Neve crescia e ficava cada vez mais bonita,
encantadora e meiga. Todos gostavam muito dela, exceto a rainha, pois tinha medo que Branca de Neve se tornasse mais bonita que ela.

Depois que o rei morreu, a rainha obrigava a princesa a
vestir-se com trapos e a trabalhar na limpeza e na arrumação de todo o castelo. 
Branca de Neve passava os dias lavando, passando e
esfregando, mas não reclamava. 
Era meiga, educada e amada por todos. 
Um dia, como de costume, a rainha perguntou ao espelho:
— Espelho, espelho meu! Há no mundo alguém mais bela
do que eu?
— Sim, minha rainha! Branca de Neve é agora a mais
bela!
A rainha ficou furiosa, pois queria ser a mais bela para
sempre. Imediatamente mandou chamar seu melhor caçador e ordenou que ele matasse a princesa e trouxesse seu coração numa caixa. 
No dia seguinte, ele convidou a menina para um passeio na
floresta, mas não a matou.
— Princesa, — disse ele — a rainha ordenou
que eu a mate, mas não posso fazer isso. Eu a vi crescer e sempre fui leal a seu pai.
— A rainha?! Mas, por quê? — perguntou a princesa.
— Infelizmente não sei, mas não vou obedecer a rainha
dessa vez. 
Fuja, princesa, e por favor não volte ao castelo, porque ela é capaz de matá-la!
Branca de Neve correu pela floresta muito assustada,
chorando, sem ter para onde ir. 
O caçador matou uma gazela, colocou seu coração numa caixa e
levou para a rainha, que ficou bastante satisfeita, pensando que a enteada estava morta.
Anoiteceu. Branca de Neve vagou pela floresta até encontrar
uma cabana. Era pequena e muito graciosa. Parecia habitada por crianças, pois tudo ali era pequeno.
A casa estava muito desarrumada e suja, mas Branca de Neve lavou a louça, as roupas e varreu a casa. No andar de cima da casinha encontrou sete caminhas, uma ao lado da outra. 
A moça estava tão cansada que juntou as caminhas, deitou-se e dormiu.
Os donos da cabana eram sete anõezinhos que, ao voltarem
para casa, se assustaram ao ver tudo arrumado e limpo. 
Os sete homenzinhos subiram a escada e ficaram muito
espantados ao encontrar uma linda jovem dormindo em suas camas.
Branca de Neve acordou e contou sua história para os anões, que logo se afeiçoaram a ela e a convidaram para morar com eles. 

O tempo passou... Um dia, a rainha resolveu consultar
novamente seu espelho e descobriu que a princesa continuava viva.
Ficou furiosa. Fez uma poção venenosa, que colocou dentro de uma maçã, e transformou-se numa velhinha maltrapilha.
— Uma mordida nesta maçã fará Branca de Neve dormir
para sempre — disse a bruxa.

No dia seguinte, os anões saíram para trabalhar e Branca de
Neve ficou sozinha.
Pouco depois, a velha maltrapilha chegou perto da janela da
cozinha. A princesa ofereceu-lhe um copo d’água e
conversou com ela.
— Muito obrigada! — falou a velhinha — coma uma maçã... eu faço questão!

No mesmo instante em que mordeu a maçã, a princesa caiu
desmaiada no chão.
 Os anões, alertados pelos animais da floresta,chegaram na cabana enquanto a rainha fugia. 
Na fuga, ela acabou caindo num abismo e morreu.

Os anõezinhos encontraram Branca de Neve caída, como se
estivesse dormindo. 
Então colocaram-na num lindo caixão de cristal, em uma clareira e ficaram vigiando noite e dia, esperando que um dia ela acordasse.

Um certo dia, chegou até a clareira um príncipe do reino
vizinho e logo que viu Branca de Neve se apaixonou por ela. 

Ele pediu aos anões que o deixassem levar o corpo da princesa para seu castelo,  e prometeu que velaria por ela.

Os anões concordaram e, quando foram erguer o caixão, 
este caiu, fazendo com que o pedaço de maçã que estava alojado na garganta de Branca de Neve saísse por sua boca,  desfazendo o feitiço e acordando a princesa.
 
Quando a moça viu o príncipe, se apaixonou por ele. 
Branca de Neve despediu-se dos sete anões e partiu 
junto com o príncipe para um castelo distante onde se
casaram e foram felizes p
ara sempre.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O Pequeno Planeta Perdido - Ziraldo



O astronauta caminhou por todo o planeta e deu a volta ao mundo em menos de oitenta passos(também não tinha nem rio, nem mar, nem morro).E se vendo tão sozinho o astronauta gritou: "Socorro!"

Clique aqui para ler o livro ► Ziraldo o pequeno planeta perdido




Fonte: http://filetram.com/4shared/ziraldo-o-pequeno-planeta-perdido-pdf-8814996898


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